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Rosa Dall'Agnol
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domingo, 11 de dezembro de 2011

POESIAS EM MOTE: "NO TERREIRO, A LUZ ACESA / DÁ REFLEXOS DE SAUDADE"

Quando um dos donos se vai
É infinita a tristeza
Choram pela incerteza
Pela saudade do pai
Quando a vida o subtrai
Sem a menor caridade
A morte com crueldade
Faz da dor uma represa
No terreiro a luz acesa
Dá reflexos de saudade
(Rosa Dall’Agnol)


Sinto saudades de casa
Do meu quarto tão bonito
Que hoje está todo esquisito
Parece pinto sem asa
Recordação que arrasa
É ver a casa vazia
Não precisa nem vigia
No castelo sem princesa
No terreiro a luz acesa
Dá reflexos de saudade
(Rosa Dall’Agnol)



Visitando esta casinha
Tive lembrança saudosa
Tanta comida gostosa
Mamãe fez lá na cozinha
Sinto o cheiro da galinha
E até parece verdade
Infância com liberdade
Que ao relembrar, fico presa
No terreiro a luz acesa
Dá reflexos de saudade
(Rosa Dall’Agnol)



Foi um templo de esperança
Que não sei quem hoje habita
A velha casa bonita
Dos meus tempos de criança
Hoje só vejo a lembrança
De retratos de amizade
Fotos de felicidade
Quadros soltos, lá na mesa
No terreiro a luz acesa
Dá reflexos de saudade
(Rosa Dall’Agnol)


Muitos anos se passaram
Dos meus tempos juvenis
Das histórias infantis
Quando meus pais me contaram
Momentos que adoçaram
Uma infância sem maldade
Hoje só tem a metade
E assim fico sem defesa
No terreiro a luz acesa
Dá reflexos de saudade
(Rosa Dall’Agnol)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O que significa cativar?


Nosso presente é marcado quer pela violência e agitação social, quer por um rápido progresso tecnológico e científico, são muitos os desafios que se nos colocam no nosso dia-a-dia de professores – no exercício da nossa atividade docente e simultaneamente aquando do relacionamento interpessoal professor/aluno.


Oriundos de meios sociais diferenciados, portadores de certas características que os individualizam e os tornam «únicos», os alunos chegam até nós com um leque de atitudes e comportamentos diversos, geradores de sentimentos de satisfação e realização pessoal mas, também, por vezes, de ansiedade e frustração.

Consciente da minha função como educadora e formadora acredito que a escola ocupa, hoje, um lugar privilegiado na sociedade - além de ponto fulcral para o processo ensino-aprendizagem, é no espaço aula, no contacto que vamos estabelecendo com os alunos, ao longo de um ano lectivo, que contribuímos para a sua formação e educação, factores preponderantes para que, no futuro, se tornem cidadãos livres, responsáveis, críticos e disponíveis para participar plenamente na vida colectiva das sociedades de que fazem/farão parte.

Nesta linha, a escola não pode ignorar o desenvolvimento da sociedade, na qual está inserida, nem as transformações sociais que a "invadem" através dos alunos que a frequentam. Consequentemente devemos, a cada passo, repensar a nossa atuação como professores, em sala de aula, no exercício da nossa atividade letiva, as atitudes que tomamos; os métodos pedagógicos, as técnicas de ensino e os estilos de comunicação que adotamos para transmitir saberes, para criar no aluno o gosto pela aprendizagem e contribuir para o seu desenvolvimento, ajudando-o não só a encarar o futuro com confiança mas, também, a participar na sua construção de modo responsável e determinado.

No nosso dia a dia surgem-nos frequentemente problemas relacionados com o meio sócio-cultural a que os alunos pertencem, os quais tentamos solucionar através das mais corretas atitudes de apoio, de análise, compreensão e exploração – atitudes que estabelecem um clima de abertura, cooperação e confiança saudáveis que contribuem para uma melhor solução dos conflitos.

Aliás, penso que há dois fatores determinantes na relação professor-aluno "os laços", que se "criam", entre ambos, gerando um clima de confiança mútua e levando o aluno a expor os seu problemas, a partilhar as sua preocupações, os seus anseios, os seus sonhos, favorecendo condições que auxiliem o processo de ensino-aprendizagem. Outro dos "caminhos" escolhidos para alcançar os seus objectivos é, sem dúvida, "a motivação", método a partir do qual o professor tenta criar, no aluno, o gosto pela aprendizagem.

Todavia, a função do professor não deve consistir exclusivamente na exposição, na transmissão de informação ou conhecimento, mas apresentar os conteúdos sob a forma de problemas a resolver no sentido de conduzir o aluno à reflexão, contribuindo, assim, para o seu desenvolvimento intelectual e para a sua formação cívica. É por isso que são enormes as responsabilidades do professor a quem cabe formar o carácter e o espírito das novas gerações. Daí que o recurso ao estilo assertivo seja importante na relação pedagógica, pois, dessa forma, podemos estimular o aluno a expressar as sua ideias, os seus pensamentos honesta e abertamente. Com essa relação pedagógica visa o desenvolvimento da personalidade do formando, seria extremamente negativo ser-se agressivo, manipulador ou passivo, dado que o professor é aquele que ajuda o aluno a organizar e a gerir o seu saber. Deve, no entanto, demonstrar simultaneamente firmeza quanto aos valores que considera fundamentais e que devem orientar toda uma vida.

Notas e bibliografia consultada

  1. - in, Saint-Exupery, Antoine, o Principezinho, Ed. Aster.
  2. - in, Educação, Um Tesouro a Descobrir, Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, Edições Asa, pag77, 1996